34 dias, 09 horas e 10 minutos...

Íncrivel como o tempo passa tão rápido.

Já estamos no ano novo, e mais uma vez, sentimos a necessidade de renovação para poder alcançar um status que nem sabemos ao menos se existe, chamada de felicidade. Eu acredito que a felicidade é facilmente encontrada quando você tem a oportunidade de abrir os olhos pela manhã e começar tudo de novo. Cada dia é um novo começo. Depende da gente fazer diferente.

Mas enfim, em 34 dias, um novo país! Sinto um frio na barriga...é estranho. Enquanto muita gente acha normal, para mim, será como atravessar um oceano de obstáculos para poder alcançar o meu prêmio. É a primeira vez que estarei longe da minha família, amigos e colegas; isso pesa muito. Fico me perguntando se poderei ficar bem lá. Sei lá. Tenho tantas crises de tristezas e solidão sem sentido com um monte de gente a minha volta, que fico sem saber de como me envolvi nisso, me conhecendo tão bem.

Aliás, dá para imaginar por que eu me envolvi: aventura! O prazer de arriscar, conhecer o novo, aprender...ahhh...isso me extasia de uma forma que ninguém pode imaginar. Ao mesmo tempo que me considero uma pessoa extremamente medrosa, me considero uma pessoa decidida, persistente no que quer, sem se preocupar pelo o que a espera. Medo, tenho sim. Qual ser humano não tem medo de sofrer, de se decepcionar? A diferença, é que o meu medo não me intimida, como penso que assim o faz. No final, acho que posso dizer que sou uma pessoa corajosa.

Mais uma vez, penso que deixarei as coisas para a última hora. Bem que podia consertar isso, né? rs...aiaiai...como dizem, não tenho jeito mesmo!

Mas, vamos que vamos!

Até a viagem, muita coisa há de acontecer...olha o friozinho de novo...rs

Postado por Manu às 16h00
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"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito." [Albert Einstein]

Ontem assisti ao jornal, horrorizada, com um caso: um Sr., negro, estava a espera da sua familia que fazia compras, no estacionamento de um conceituado supermercado. O mesmo se encontrava do lado de fora do seu carro, vigiando o cochilo inocente da sua caçula, que no momento dormia. Parecia está tudo normal quando, um segurança do supermercado, se aproximou e afirmou que o Sr. seria um suposto ladrão. Se o Sr. estivesse com um automóvel, onde o modelo já tivesse saído de linha ou totalmente deteriorado, acho que não haveria problema. Mas para a sorte ou o azar do dono, o automóvel era um EcoSport. Aí, eu me pergunto: Uma pessoa negra não tem o direito de batalhar e adquirir bens, assim como fazem os demais? É tão absurdo assim que um Sr., negro, pudesse ter um EcoSport? Não houveram conversas, nem buscas por esclarecimento, onde o segurança pudesse até desconfiar, mas que ainda assim, solicitasse os documentos do carro para averiguação. Mas não! O Sr. foi tratado como um animal. Logo após ser abordado, foi julgado como bandido e sofreu agressões físicas por isso. O cenário piorou quando um policial chegou no local e não cumpriu o seu dever de instaurar a harmonia pública. Pelo contrário! Julgou, assim como os demais, que se tratava de um ladrão, por achar inviável que o "negão", como foi perjorativamente chamado, pudesse ter um carro como aquele.

Aí, eu lembrei de uma curiosidade: 86% dos brasileiros apresentam mais de 10% de contribuição afro no seu DNA. Quase a metade da população, apresenta o fenótipo afro. O Brasil tem a maior população de origem africana fora da África.

Que hipocrisia é essa que vivemos?

A declaração da esposa do Sr. acusado injustamente me deixou pensativa: Ela disse que tinha medo pelos filhos, pois também eram negros, e ela teme o que eles podem vir a sofrer futuramente.

Será que terei mesmo coragem de colocar um filho nesse mundo? Só Jesus é quem sabe... Mas, temo muito pelas atribulações dos menos favorecidos, impostas pela atual sociade hipócrita e injusta, antes mesmo de ser mãe!

 

Postado por Manu às 12h49
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"Nunca houve no mundo duas opiniões iguais, nem dois fios de cabelo ou grãos. A qualidade mais universal é a diversidade." [ Michel de Montaigne ]

Alguém já se pegou perguntando coisas do tipo: "que raios há em pensar diferente"? Caso sim, bem vindo ao clube!

Bom, ultimamente, tenho observado certas coisas que acabam me machucando aos poucos, pois sou o tipo de pessoa que é capaz de desculpar e voltar a ter o bom relacionamento "novamente". Entretanto, volta e meia, sempre me pego analisando pequenos fatos, pequenas palavras que foram soltas no calor da discussão sobre: como deveria me portar, o que eu deveria ter feito e deixei de fazer. Sinceramente, esse é um tipo de conversa que eu particulamente odeio. Nada mais me tira do sério do que essas "cobranças" disfarçadas em comparativos entre eu e "não-sei-quem". Isso me tira tanto do sério. É como se pegassem uma faca e enfiassem em mim. Odeio ser comparada com outras pessoas, eu não ACEITO e nem PERMITO que confundam a minha amizade, o meu carinho e assim, cheguem a conclusão de que sempre passarei a mão na cabeça, sempre apoiarei em qualquer decisão que se tome, sempre vou me submeter a certos desconfortos em prol de manter invicto essa amizade, mesmo não concordando de como se tem agido ou levado as coisas. Se um dia assim eu fizer, certamente, não sei te definir se: se tratará de Ana Manuella com alguns conceitos redefinidos ou uma garota que perdeu o controle da sua própria identidade. Por que? Essa resposta é fácil e sinto tanto prazer em repetir isso: quem me conhece, sabe que eu NUNCA faço nada de que não esteja afim; NUNCA vou te abraçar se o que mais quero é distância; NUNCA você vai encontrar um sorrisinho falso estampado no meu rosto quando a minha vontade é não falar com ninguém, muito menos com você; e principalmente, NUNCA vou aderir a desafetos só porque um dos meus amigos não gosta e piora quando este suposto desafeto só venha a me tratar bem, com o máximo de respeito possível que se deve ter por qualquer ser humano, sem que isso signifique que sou amiga de ambos (particulamente, também não acredito que consiga ser amiga de um desafeto de amigo meu. Mas não significa que começarei a tratar mal, falar mal, quando não tenho nada a ver com o problema de ambos).

Acho que muita gente confunde isso: acredito que quando se tem problemas, queremos alguém por perto para dar apoio, se possível, fornecer qualquer tipo de assistência que esteja ao alcance para tentar resolver sem ter que denigrir ninguém. Se meu amigo briga na rua, não significa que eu vou cair dentro também, principalmente se for por causa de algo que eu não concorde. Acredito que todo mundo é bem grandinho para saber resolver seus problemas civilizadamente, como duas pessoas adultas que suponho que sejam, sem ter que ficar fazendo intriguinhas, jogando indiretas. Cresce po**a! Tá incomodando? Senta e conversa! Se depois da conversa as coisas continuarem na mesma ou piorarem, o cenário já será outro. Mas antes disso, me parece mais duas briguinhas de crianças discutindo quem vai dá a volta no cavalinho primeiro. Affff...cansa essa conversa toda.

Entretanto, se fosse só para ouvir, acho que consigo tolerar até um certo ponto, onde, depois, quando estou de saco cheio, me transformo numa verdadeira "cavala" ambulante. Mas, infelizmente, acabam colocando em dúvida o meu caratér, os meus sentimentos, e a minha real relação. Essa é a facada que falo. Não preciso escrever poeminhas, encher de presentes, encher de elogios, ficar o tempo todo dizendo que amo, fazendo "pataquadas" só para mostrar o que sinto, quando quem bem me conhece, sabe que isso não faz parte do meu gênero. Não sou de demonstrar o tempo todo o que sinto, mas acredito que meus amigos consigam enxergar o quanto são importantes para mim escrito na minha testa. Alguns dias, mando mensagem, faço um agrado, mas isso não significa que quando não fizer, é porque já não significa mais nada para mim. Não! Pensar assim é errado. Pensar assim, só me faz crer que o tempo que me conhece não significou nada, porque no fundo, não me conhece. Se pensa que algum dia seria capaz de mentir, magoar, camuflar algo, eu que acabo colocando em xeque o tipo de relacionamento que temos. Desculpas, mas é assim que penso, é assim que eu sou! Eu não sou amiga de ninguém porque vou ser favorecida em algo ou porque eu preciso ser amiga. Eu sou amiga porque simplesmente eu quero ser! Se eu não quisesse, pode ter certeza que não hesitaria um segundo em virar o rosto e pensar duas vezes se daria bom dia ou não. Não sou simpática com alguém por interesse. E ponto final! Tão fácil discenir, considerando que, ou serei um amor de pessoa, ou serei uma grossa! É até falta de educação, reconheço, mas sou assim! Sorry honey.

Ufaa...acho que consegui expor um pouco do que sinto...essas confusões que me colocam me deixam louca. Não imaginam como é triste você se perguntar o que tal pessoa acha que você é, quando você acha que tal pessoa sabe que no mínimo você seria incapaz de fazer algo que a magoe conscientemente. Isso me arrasa...

Chega! Fui!

 

Postado por Manu às 14h06
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Roupagem nova...voltando à ativa...

Ebaaaa...layout novo.

Melhor assim...usar um layout feito por mim reforça o sentimento de satisfação em estar no meu cantinho. XD

Aos poucos, eu vou personalizando o blog ao mesmo tempo em que volto à ativa, escrevendo, mais e mais...

Bjuuuus "totosos" no coração!

Postado por Manu às 14h45
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São nos meus momentos de fraqueza que percebo o quanto eu sou forte...

Há uns dias atrás, descobri por intermédio do destino um pequeno probleminha de saúde que se não descoberto a tempo, quem sabe daqui uns anos eu descobriria que teria dias muito difíceis para enfrentar, se tivesse a sorte de chegar viva até esses dias. Fazia muito tempo que não via o meu mundo desabar daquela forma, não de uma forma drástica, pelo contrário. O meu mundo desabou com a delicadeza das seguintes palavras: "Resultado especial".

Sabia que ali não podia esperar uma boa notícia, mas também, sou grata por não ter recebido a pior notícia. Hoje, mais tranquila, vejo que como estarei daqui uns anos, bem ou não, vai depender único e exclusivamente do meu amor por mim. Voltando um pouco no tempo, fazia tempos que não ía ao médico. Recentemente, tenho relaxado com a minha forma física e mental. Engordando, sem qualquer tipo de atividade física, totalmente sedentária com a pior alimentação que alguém pode ter: dieta a base de muito carboidratos, gordura saturada, açúcar, sal e conservantes.

Como alguém, vivendo dessa forma, pode acreditar que está tudo bem com a saúde? Epaa...nem se atreva a responder. Bobo

Então, acontece este "baque". Passam tantas coisas pela mente. Até chegamos a pensar que vamos morrer amanhã. Mas depois, como sabiamente dizem por aí, dê tempo ao tempo que  tudo se resolve. Posso garanti, que durante todas as minhas 23 primaveras bem vivida, essa é a coisa mais certa que existe: o tempo cura e resolve tudo. Se não assim o for, te fará enxergar outras opções e você perceberá que não é assim tão ruim quanto pensava.

Hoje, decidi que preciso cuidar mais de mim. Quem sabe isso seja o passatempo que tanto procurava? Preciso me amar mais para honrar as pessoas que me tem com carinho, amizade e amor. Pois, eu não posso ser é a solução dos problemas deles, posso não ser a salvação que tantos procura, mas certamente eu tenho uma grande participação no bem estar deles. Estando bem, sei que eles também estarão bem já que não precisarão gastar seus preciosos tempos se preocupando com uma possível irresponsável que deveria se dar o respeito e fazer com que lembrem dela nos seus melhores momentos.

E por falar nessas pessoas, razão maior para dar essa reviravolta, não há. Posso dizer que sou a filhota predileta do meu Senhor, Deus! Ele tem colocado tantos anjos na minha vida, mas tanto, que às vezes tenho a impresão de me sentir uma eterna criança em meio a tanta proteção e carinho. Amigos que estão longe fisicamente mas que impõem a sua presença pelos meios mais criativos e lindos possíveis; pessoas que dia a dia me contagiam com o seu bom humor, alegria, honestidade e sempre que preciso, com um ombro amigo; pessoas que nem conheço, nunca vi e nem ouvi na vida, mas que mesmo assim não se esquece de mim em suas orações; enfim, pessoas que tenho sido consideravelmente agraciada com a benção de poder tê-los na minha simples existência. Muito, mas muito obrigada mesmo!

Advertências? Tristezas? Decepções? Sofrimento? Sim, ainda estou sujeito a passar por isso tudo (e certamente passarei), porque felizmente, não vivo em uma bolha sozinha. Posso um dia voltar a fraquejar e absurdamente, até reclamar pelo ocorrido. Mas só peço a Deus que tape os ouvidos para esses meus provavéis momentos de injúrias e acenda uma luzinha para que eu possa levantar as mãos para o céu, cantar, dançar, glorificar e quem sabe, até tentar um vôo...rs...pois são nestes momentos que eu percebo a fortaleza que tenho dentro de mim; e certamente, perceberei isso muitas vezes mais pela frente.

"O Senhor é meu pastor, nada me faltará.
Em verdes prados ele me faz repousar.
Conduz-me junto às águas refrescantes,
restaura as forças de minha alma.
Pelos caminhos retos ele me leva,
por amor do seu nome.

Ainda que eu atravesse o vale escuro,
nada temerei, pois estais comigo.
Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.

Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos.
Derramais o perfume sobre minha cabeça,
e transborda minha taça.
A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me
por todos os dias de minha vida.
E habitarei na casa do Senhor por longos dias."

(Salmo 22/23 atribuído ao Rei Davi)

Postado por Manu às 14h08
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Meu Perfil

Manu, 23 anos, canceriana, mora em Salvador/BA, formada em Turismo pela FJA.

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